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A carreira
A
influência dos sons sobre o corpo humano começou a ser percebida na Grécia,
no século V a.C., quando o filósofo Pitágoras passou a tratar dementes com
sessões musicais. Mas só em 1950 a música se tornou oficialmente um
instrumento terapêutico. "A musicoterapia tem-se mostrado eficaz para
prevenir males causados pelo stress, como fadiga, gastrite e dores
musculares", afirma o musicoterapeuta paulista Raul Jaime Brabo. As técnicas
da profissão servem também para controlar o ritmo respiratório e cardíaco,
estimular a percepção, a memória e a capacidade de fixação visual e táctil.
"Procuramos produzir qualquer som que possa provocar uma reação orgânica
no indivíduo. Afinal, os ruídos estão presentes no organismo, desde as
batidas do coração", diz Patrícia Cury, chefe da Clínica de
Musicoterapia da Unaerp, em São Paulo.
Não pense que, para seguir essa profissão, você precisa ser um músico
de primeira grandeza. "É necessário ter noção de música, de sua
evolução, de teoria cultural e conhecer os sons que regem o universo",
afirma Brabo. Ao contrário dos países desenvolvidos, que recorrem a técnicas
de musicoterapia para melhorar até mesmo o desempenho no trabalho, o Brasil
engatinha na requisição desses profissionais. Seu campo ainda está restrito
a clínicas de reabilitação e hospitais, onde o musicoterapeuta trabalha no
atendimento a crianças, adultos e gestantes.
O mercado
Escolas,
hospitais e outras instituições de saúde estão se abrindo para esse
profissional. "Há alunos que saem da faculdade já contratados",
festeja Patrícia Cury. Montar clínica própria também é uma boa forma de
se firmar na carreira. Campos mais novos, como atendimento a pacientes com
Aids e câncer, têm-se mostrado promissores. Existem musicoterapeutas
trabalhando inclusive na recuperação de pacientes de UTI, e no departamento
de recursos humanos de empresas. Os melhores centros continuam sendo Rio de
Janeiro e São Paulo, mas no interior começam a surgir boas chances de
emprego.
Salário médio inicial: R$ 40,00 a R$ 60,00 por consulta
Em alta: Escolas e hospitais
O curso
Você terá matérias de duas grandes áreas: música e medicina. Na parte de música, aprenderá a tocar e cantar, terá aulas de harmonia, ritmo, percepção e musicalização. A científica lhe dará conhecimentos teóricos de neurologia, psicologia e psiquiatria. Boa parte do curso é dedicada à sensibilização física específica à musicoterapia, que trabalha com expressão corporal, atividades criativas e dinâmicas de grupo. O estágio é feito em instituições de saúde e educacionais. Duração média: quatro anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)