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A carreira
Se
você é do tipo que deixa a torneira da pia aberta enquanto escova os dentes,
cuidado: está pondo a Terra em perigo. Quem adora banho de chuveiro demorado
e nunca se lembra de fechar a torneira enquanto está ensaboando a louça e
lavando as mãos chega a esbanjar 800 litros de água no fim do dia, quando não
precisaria de mais de 50. Um desleixo muito sério, numa época em que até a
ONU alerta para o fato de que está acabando no planeta a água adequada ao
consumo humano. Cabe ao engenheiro sanitarista gerenciar esse problema, na
medida em que é o responsável pela planejamento e pela construção das
redes que fornecem água à população.
Ao lado do engenheiro ambiental, o sanitarista tem como principal
tarefa evitar a degradação da natureza, cuidando para que o planeta fique a
salvo da poluição. Para isso, ele projeta e constrói sistemas de esgoto e
de tratamento de efluentes industriais e vigia o uso do solo nas áreas
urbanas, especialmente em volta das nascentes dos rios e dos reservatórios de
água que abastecem a população.
"Uma de minhas principais funções é fiscalizar as construções
erguidas ao redor de áreas de mananciais", informa Patrícia Lorenze,
engenheira civil e sanitarista do Serviço Municipal de Saneamento Ambiental
de Santo André. A cidade fica na região do ABC, área metropolitana de São
Paulo onde também se localiza a Represa Billings, de onde sai a água para 6%
dos 17 milhões de moradores. "Entre outras coisas, elaboro campanhas de
orientação e supervisiono os agentes sanitaristas que monitoram as construções."
É comum nessa profissão o engenheiro ter contato com comunidades de baixa
renda em situações de carência, a exemplo da falta de sistema de saneamento
básico. "Por causa de problemas como esse, ele precisa ter delicadeza e
sensibilidade para o trato das questões sociais", alerta o professor
Euclydes Cavallari, da EEM, em São Paulo.
O mercado
A área de saúde pública
e as empresas preocupadas com as normas de controle ambiental são os dois
principais mercados do engenheiro sanitarista. O segundo é o que mais emprega
atualmente. "Apesar da importância na promoção de obras de saneamento
básico e de limpeza urbana, quase não há vagas no setor público, que no
momento não dispõe de verbas para expandir sua atuação", afirma Luiz
Maria Camacho Leal, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária.
Salário médio inicial: R$ 1 219, 32
O curso
Como em todas as engenharias, nos dois anos básicos a ênfase é no estudo de matemática, física, química e biologia. Nos seguintes, prepare-se para estudar hidráulica, formas de tratamento de água e esgoto, e para conhecer as últimas tecnologias para controle da poluição ambiental. Duração média: cinco anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)