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A carreira
A
formação de megamontadoras de aeronaves, como a recente fusão de dois dos
maiores fabricantes mundiais de avião, a Boeing e a McDonnel-Douglas, é
apenas um dos sinais de que essa indústria está em crescimento em todo o
planeta. Assim, são boas as oportunidades para quem quer projetar e construir
aeronaves de qualquer tipo, uma das principais funções do engenheiro aeronáutico.
Nesse caso, sua atividade vai desde o projeto e a análise das estruturas que
compõem a nave - asas, motores e fuselagem - até o estudo dos materiais, da
dinâmica e do comportamento do avião durante o vôo.
Trabalhar no setor não é apenas construir aviões. A engenharia aeronáutica
é extremamente complexa e sofisticada e se espalha por várias áreas:
aeroelasticidade, aerodinâmica, materiais, mecânica estrutural e de vôo,
projeto e integração de sistemas, propulsão e gerenciamento de transporte aéreo.
Por isso, apenas 30% dos engenheiros aeronáuticos brasileiros atuam
diretamente na fabricação e manutenção de aeronaves. A maioria se emprega
em setores que aparentemente nada têm a ver com a matéria, como o mercado
financeiro ou as firmas de consultoria em reestruturação empresarial.
"Nossa formação é muito abrangente, e isso nos abre um enorme
horizonte profissional", diz o engenheiro aeronáutico Marcos Augusto
Novo, que trabalha na Mectro, fábrica de produtos eletrônicos em São Paulo.
"Desenvolvo os algoritmos utilizados nos aparelhos de uso na medicina. O
algoritmo é que se define como o aparelho pensa e faz as tarefas".
O mercado
A
boa qualidade dos aviões brasileiros de pequeno e médio porte garante sua
venda no exterior e trabalho para os especialistas em projeto e construção.
No mercado nacional, o Ministério da Aeronáutica e a Embraer continuam sendo
as maiores fontes de emprego. Também há oportunidades no Centro Tecnológico
de Aeronáutica e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Salário médio inicial: R$ 1 219, 32
Em alta: Projeto e construção
O curso
A escola exige dedicação quase exclusiva, e você mal vai ter tempo para desenvolver atividades extracurriculares. Mas receberá ótima formação, especialmente em cálculo matemático e eletrônica. Nos dois primeiros anos, aprenderá física, matemática, química, cálculo diferencial e integral, geometria analítica e álgebra, mecânica, eletricidade e química. Entre as matérias optativas estão mecânica celeste e ondas gravitacionais. Há muitas aulas práticas, em laboratório. O trabalho de conclusão de curso é obrigatório. Duração média: cinco anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)