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A carreira
O presidente Fernando Henrique
Cardoso já disse mais de uma vez que sua formação como sociólogo o ajuda a
tomar decisões de governo, na medida em que lhe permite entender melhor as
contradições sociais. A área de estudos do cientista social é realmente
vasta: engloba a história, a cultura e a evolução das sociedades.
Tradicionalmente, a ciência social é vista como um reduto de intelectuais.
Mas, nos dias de hoje, a atuação desses profissionais é bastante concreta e
objetiva. Indispensáveis nas campanhas eleitorais. Eles fincaram os pés em
institutos como o Ibope e o Vox Populi, em que tentam interpretar o
comportamento dos eleitores. Até nas agências de publicidade eles são cada
vez mais requisitados, para elaborar e interpretar pesquisas que ajudam a
entender o público para o qual um produto é destinado.
Dividida em três grandes especializações - sociologia, antropologia e ciência
política -, a carreira tem a vantagem de unir teoria e prática. "Minha
tarefa é mapear os conflitos pela posse de terras devolutas. Vivo em contato
com o MST, a Comissão Pastoral da Terra, a CUT e os sindicatos rurais do
Estado", conta Manoel Dimas Tavares, 31 anos, que atua no Centro de Solução
de Conflitos Fundiários do Instituto das Terras do Estado, em São Paulo.
Trabalhos feitos em campo, como o de Tavares, são freqüentes - e, no caso
dos antropólogos, fundamentais. Pesquisadores das origens e da evolução do
homem, esses profissionais atuam com base na observação da vida de um
determinada população ou comunidade.
O mercado
O maior empregador é o governo
- federal, estadual e municipal -, que contrata 30% dos sociólogos
brasileiros. As ONGs e agências como o IBGE, o Incra e o Ibama também são
nichos para os cientistas sociais. Cresce a área de pesquisas de opinião pública,
o grande filão da carreira nos próximos anos. Para os antropólogos, as
oportunidades ficam por conta da Funai, que tem pelo menos 150 áreas indígenas
para demarcar nos próximos anos.
Salário médio inicial: R$ 921,25.
Em alta: Pesquisas de opinião.
O curso
No primeiro ano, você vai estudar os fundamentos da antropologia, da sociologia e da ciência política, com muitos trabalhos de análise e interpretação. Nas aulas práticas, aprenderá a fazer pesquisa de campo e a interpretar dados estatísticos. A opção por uma das três áreas é feita no terceiro ano. Duração média: quatro anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)