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A carreira
No universo dos
astrônomos os brasileiros brilham como estrelas de primeira
grandeza. O astro que lançou luz sobre nosso pedaço do planeta
é Augusto Damineli, do Instituto Astronômico e Geofísico da
USP, em São Paulo, que desvendou o segredo de Eta Carina. Até
Damineli, ela era considerada a maior estrela existente.
"Era um mistério: pelo brilho, parecia ter 150 vezes a
massa do Sol, mas a teoria dizia que seu tamanho não poderia
ultrapassar as 120 vezes", conta ele. "Desenvolvi uma
técnica para observar o astro por meio da nuvem de poeira que o
envolve e resolvi o problema que já tinha 150 anos: ali não há
uma, mas duas estrelas."
"Em termos de qualidade de pesquisa e de número de
trabalhos publicados, a astronomia brasileira cresceu 350% nos
últimos quinze anos", avalia Lilia Arany Prado, chefe do
departamento de astronomia da UFRJ, no Rio de Janeiro. Em todo o
mundo, a profissão passa por um período de euforia, graças ao
avanço tecnológico. O telescópio espacial Hubble tem revelado
imagens impensáveis dos confins do cosmo. São fotos fantásticas
que abrem novas perspectivas para o estudo da formação das galáxias.
O mercado
São poucas as
ofertas de empregos. Em compensação, apenas quatro alunos se
formam a cada ano, em média. Ainda que raras, existem vagas
fora dos observatórios e institutos astronômicos. "A
Embratel contrata astrônomos para trabalhar no controle de satélites",
conta a coordenadora do curso da UFRJ, Incarnación Martinez.
"E, graças à crescente divulgação que tem sido dada à
nossa área, devem aumentar os postos de trabalho em museus e
planetários"
Salário médio inicial: R$ 2.223,00
O curso
O único bacharelado é o da UFRJ, que tem 65% das disciplinas nas áreas de física e matemática. No último ano, o aluno opta por uma das especializações: mecânica celeste, astrometria ou um tema específico dentro da astrofísica (estrelas, galáxias ou sistemas estelares). A USP forma físicos com habilitação em astronomia. Em outras escolas, a formação na área é dada como curso de pós-graduação. Duração média: quatro anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)